Pr. LAURO CABRAL

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SEGUNDA PARTE


O propósito do profeta Elias no seu confronto com os profetas de Baal, e a oração que se seguiu, foi revelar a graça de Deus para com o seu povo. Elias queria que o povo se voltasse para Deus. A ação de Elias contra os falsos profetas de Baal representava a ira de Deus contra os que tentavam destruir a fé do seu povo escolhido, e privá-lo das bênçãos divinas, e também expressava amor e a lealdade do próprio Elias por seu Senhor.
A distruição dos falsos profetas por Elias manifestava, também, profunda preocupação pelos israelitas, uma vez que estavam sendo destruídos espiritualmente pela falsa religião de Baal.
Jesus manifestou idêntica atitude e fez severa denúncia contra os líderes religiosos e falsos mestres que rejeitavam em parte a Palavra de Deus, substituindo a revelação divina por suas próprias idéias e interpretações.
Jesus descreve o caráter dos falsos mestres e pregadores do evangelho como os dos ministros que buscam popularidade, riquezas, importãncia e atenção das pessoas, que amam honrarias e títulos, e que, com o evangelho distorcido que pregam, impedem as pessoas de entrar no céu. São religiosos profissionais que, na aparência, são espirituais e santos, mas que na realidade, são iníquos. Falam bem dos líderes espirituais piedosos do passado, mas não seguem as suas práticas, nem a sua dedicação a Deus e à sua Palavra e Justiça.
A Bíblia Sagrada ordena ao povo de Deus a se acautelarem desses falsos dirigentes religiosos; a considerá-los incrédulos e malditos e a não dar apoio ao seu ministério e a não ter comunhão com eles. "Todo aquele que vai além da doutrina de Cristo, e não permanece nela, não têm a Deus; quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto o Pai como ao Filho. Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis. Quem o saúda participa das suas obras más".
Em Mateus capítulo 23:28, Jesus continua seu discurso a respeito dos líderes e ministros religiosos dos seus dias, cuja conduta pública parecia reta, mas cujos corações estavam cheios de hipocrisia, soberba, cobiça e iniquidade. Ele declara que tais líderes e ministros eram semelhantes aos sepúlcros caiados: belos e atraentes por fora, mas com imundícia e corrupção ocultas interiormente.

CONTINUA...